terça-feira, 9 de dezembro de 2014

CRÔNICA = BATEU A SAUDADE DOS MEUS AMIGOS DE RÁDIO

CRÔNICA = BATEU A SAUDADE DOS MEUS AMIGOS DE RÁDIO

Chega essa época do ano e já vou sentindo saudades antecipadas dos amigos radialistas. Como levar a vida sem comentar com os amigos a mais recente aula do Daniel, do Tony, da Alessandra ou da Lívia? 

Sem fazer brincadeiras com a cara dos colegas, ou ser por eles ter pegado no pé por nossa locução que entra em fria? 

Pois é, meus amigos, nessa época do ano me volta à mente a mais absoluta e cristalina das verdades: a amizade de estudarmos juntos, um curso de rádio, o mais poderosos cimentos da socialiabilidade que existem no Brasil. 

E, também, claro, nos países em que o rádio é dominante. Alguma coisa nesse aparato, inventado, que eu saiba, em tempos ancestrais pelo Padre Antonio Landel de Moura e patenteado pelo Marconi e sistematizado por nós, produz um milagre de comunicação numa sociedade dividida. Diante dele, o dono da empresa e o ascensorista são iguais. O intelectual conversa com o analfabeto e a grã-fina discute com a criada. O rádio, é a maior oportunidade perdida, para melhorar o mundo e fazer o homem feliz . Por isso nos faz tanta falta, um rádio atuante, informativo, educacional e de divertimentos.

Só sentimos saudade do que é bom.

Um dia a maioria de nós irá se separar. Eu, Dimi, Mário Jorge, Gilmar, Roberto, Richard, Isabele, Karina, Erica, Carlos Fernando, Marconi, Marcos, Herbert, André, Igor, Juliana e Tomas. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos, alguns disque-disque, algumas palavras duras e asperas. Sentiremos saudades também dos nossos professores, do Daniel, do Tony Costa, da Alessandra, da Lívia, do Ricardo e do Junior Furlan também; mas eles continuaram ensinando e descobrindo novos valores para o rádio, assim que fez com a gente.

Sentiremos saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de férias, de copa do mundo, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... 

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve ou já estamos cada um pro seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... 

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... 

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos do curso de rádio. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores momentos de minha vida! 

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... 

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo.

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... 

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Só sentimos saudade do que é bom.
















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